Veneza bela e gélida

21 Março 2007

Após recarregarmos as baterias com muito sono em Florença, embarcamos novamente no trem rumo ao norte, tendo por destino a famosa Veneza. A expectativa por belas fotos e passeios era grande, principalmente a minha, por ser a primeira vez lá.

Chegamos por volta das 13:30h, e já na saída da estação de trem se dá de cara com o canal grande, o maior dos canais que corta a cidade toda, formando um S. Muitos turistas já subiam e desciam a escada para cruzar a primeira ponte, uns se despedindo da cidade, outros se adentrando em seus labirintos. Fomos para nosso hotel largar as mochilas, a uns 100 metros pro lado esquerdo de onde chegamos. Aliás, essa logística de hospedagem que escolhemos, ficando em hotéis perto das estações ferroviárias é muito boa. Economizamos com transporte, sem precisar carregar mochila pela cidade, e não corremos risco de atrasos ao deixar a mesma.
Em Veneza, por exemplo, se fôssemos ficar perto da Piazza San Marco (principal ponto turístico), além de pagar 5 euros por pessoa pelo vaporetto, paga-se mais 3 euros por bagagem.

Check- feito, saímos a pé para conhecer a cidade. Quanto a ela, não há muito o que acrescentar às diversas declarações de amor que Veneza vem recebendo ao longo dos séculos por poetas, escritores e anônimos. Sua beleza é singular, e imagino que minha mãe torceria o pescoço aqui de tanto olhar pra cima e pros lados. São estilos arquitetônicos diferentes, cortados por canais, pessoas e lojas. Lá apontando a máquina pra qualquer lado, fechando o olho e tirando uma foto se terá uma bela imagem. Ao se dar conta disso tudo, nos demos conta também que depois de 20 minutos tínhamos andado em círculos. Consultamos o mapa que pegamos no hotel, mas que pra Veneza, não serve pra muita coisa. Talvez aqui só as pombas enxergando do alto consigam se locomover sem se perder, ou alguma gôndola hi-tech com sistema GPS. É comum ver turistas com um mapinha em um beco com cara de perdido.

Descobrimos que a melhor maneira para chegar do outro lado da cidade onde estão os principais pontos é seguindo o fluxo, por um dos caminhos principais. Nele, encontram-se diversas lojinhas de máscaras, bijuterias e objetos feitos com o famoso vidro da ilha de Murano, entre outras lojas de grife. Não preciso dizer que era difícil andar com a Adriana parando a cada 3 passos. E também não preciso dizer que tudo em Veneza custa muito caro. A internet, por exemplo, era 8 euros a hora (tanto que só escrevo agora, de Nice). Lá também tomei a coca mais cara da minha vida (3,50). Preços à parte, o que não contávamos era com a chuva e o vento gelado que começou a soprar. Demos uma rápida passada na praça São Marco, e voltamos para o hotel, já no fim da tarde.

Ontem, no segundo e último dia, o tempo não melhorou. A chuva só deu algumas tréguas nas quais visitamos então o Palácio Ducale, onde moravam os Doges, que eram os representantes do estado de Veneza. Tem partes em que o teto é coberto de ouro, é fantástico. Passamos para a prisão pela ponte dos suspiros, onde os presos davam sua última olhadinha para a cidade antes de serem encarcerados. Ao final, passamos na basílica de São Marco, onde o corpo do mesmo foi levado pelos venezianos roubado de Alexandria.

A vinda de trem para Nice foi uma boa de uma indiada, em que deixarei pra Adriana contar amanhã, junto com nossas primeiras andanças pela Còte d’Azur. Bonne nuit!

O berço da Renascença

19 Março 2007

De Salerno a Florença, pegamos o trem logo cedo. Viagem tranquila, primeira classe, lanchinhos de 2 em 2 horas….maior moleza.

Chegando fomos direto pro hotel, largamos as coisas e começamos o nosso turismo. Bom, antes disso percebi que havia esquecido no trem um casaco que tinha comprado  em Salerno, aiiiiiii, que raiva, eu tinha conseguido uma otima promoçao, 5 euros tinha custado o maledito, quando é que vou achar uma pexincha dessas denovo? Tudo bem, pelo menos me livrei do peso dele…, se isso me serve de consolo.

Florença é uma cidade muito interessante, cheia de arte, esculturas, praças, TURISTAS! Fomos primeiramente no Museu da Ciencia e Tecnologia, onde achavamos que iamos ver coisas interessantes do tempo de Galileu. Realmente elas ali estavam, mas pelos 6,50 euros que pagamos cada um, esperavamos mais!

Como ja estava no finzinho do dia resolvemos caminhar entre as ruelas e ir descobrindo praças pelo caminho. Atravessamos a Ponte Vecchio, a ponte mais famosa da cidade, a unica que sobreviveu aos ataques da segunda guerra mundial, onde hoje hospeda lojas de joias, uma do ladinho da outra, é a coisa mais linda de ser ver, so de se ver né, porque comprar neeeem pensar! Pedi uma daquelas joias pro Lucio, mas ele nao quis me dar! Claro que nao deixamos de comer um gelatto! O melhor do mundo! Ah, e aquelas lojinhas que tinha em Roma tambem tem aqui, que tentaçao!

De noite resolvemos procurar um lugar pra comer de fato a verdadeira pasta italiana! Encontramos um lugarzinho bem agradavel chamado Trattoria Za- Za, na Piazza del Mercato. A conta nao foi muito a favor, mas a comida estava uma delicia. Até deu pra dar uma relaxada com o vinhozinho da casa, que nos fez voltar pro hotel cantando Furniculi Furnicula! Eco!

Segundo dia em Florença, um lindo dia de sol novamente. Enfrentamos a fila pra entrar na Galeria de arte Uffizi, ficamos 1 hora e meia de pe esperando, mas valeu a pena apreciar obras de Michelangelo , dentre outros mestres que ali tem seus trabalhos expostos!

Almoçamos pizza e depois fomos degustar do melhor gelato de Florença! Nunca comi nada igual, realmente os caras entendem do negocio.

Por ultimo visitamos o Domo, cartao postal de Florença. Sua fachada é inteiramente revestida de marmore verde, rosa e branco. Arte Pura! E logo na frente estava o Batisterio.

Como pegamos uma gripe daquelas, tivemos que ir direto pro hotel descansar, melhor se cuidar agora do que a gripe piorar depois. Mas o cansaço nos fez dormir até o amanhecer do outro dia, 13 horas de sono profundo.  Pelo menos vamos conseguir encarar Veneza com mais disponibilidade. Até la! Arrivederci!

Obs: a falta de acentos no texto se deve ao dificil manuseio deste teclado europeu! Va bene?

Passeio na Costa Amalfitana

18 Março 2007

Nesta sexta finalmente começamos a nossa viagem via férrea. Nosso passe de trem começou a ser usado em nossa ida para Salerno, cidade que fica ao sul, logo após Nápoles. Embora um pouco mais caro por termos mais de 26 anos, este passe dá direito à vagões de primeira classe. Gostamos bastante disto, pois era só nós e os executivos naquelas baita poltronas, com direito a lanchinho e tudo. A Adri achou melhor até que andar de avião.

A nossa idéia era chegar a Salerno e fazer um passeio de barco até Positano, uma prainha encravada na costa amalfitana com vista paradisíaca, e que a Adriana fez questão de incluir em nosso itinerário. Infelizmente, os passeios de barco são feitos apenas no verão, e estamos fora da temporada (não deu, Ligeiro!). O jeito foi apelar pro ônibus, que era a forma que voltaríamos de lá mesmo.

A vista no caminho é muito bonita, em que se vai vendo as cidadezinhas costeiras, com aquele mar azul cobalto. Tiramos ótimas fotos no caminho. O que a Adriana não esperava era ficar enjoada com todas as voltinhas que o ônibus faz, serpenteando na beira de um penhasco de no mínimo uns 70 metros. Fora isso, o motorista tirava finos incríveis de outros caminhões, além de xingar e buzinar o tempo todo. Uma hora ele desceu e foi mais pra frente mandar os outros carros recuarem pra nós podermos fazer a curva. Fortes emoções!!

Uma hora depois, a aventura valeu a pena. A praia de Positano é realmente tudo o que aparece no filme Sob o Sol de Toscana, com todas as suas vistas encantadoras. Tomamos um creme de limoncello deitados nas pedras da praia, antes de comer algo e comprar uns souvenirs. Percebemos que para aproveitar a fundo este lugar o ideal é vir no verão, e gastar um bom dinheiro para ficar de frente à praia. Vimos que há passeios de barco para a ilha de Capri*, em que se entra em umas grutas na pedra, deve ser muito legal - mas fica pra uma próxima viagem.

Na volta, esperamos mais de uma hora pra que o ônibus passasse novamente, e outra hora pra chegar a Salerno, embora sejam apenas 44 km de distância. Depois de toda a função, caímos direto na cama (pra variar), pois cedo teríamos outro trem pela frente, rumo à capital da Renascença - Florença.

*corrigido em 21/03/07

O Vaticano

18 Março 2007

Nesta quinta fomos ao Vaticano, visita obrigatoria de quem vai a Roma. Como o Bento tava muito ocupado neste dia e nao pudemos vê-lo, dedicamo-nos a conhecer os tesouros de sua cidade-estado.

Começamos pelos museus do Vaticano, situado nos antigos palácios papais. La pudemos ver como os artistas e artesãos ao longo ao longo dos tempos davam o seu melhor em obras dedicadas a Deus e à Igreja. Imagino que pensavam estar garantindo seus lugares no céu com aquelas obras. Há um corredor que é impossível cruzar sem entortar o pescoço para tantas belezas. Desde o piso, todo formado por mosaicos de diferentes mármores e outras pedras, continuando pelas paredes, decoradas com pinturas e tapeçarias, finalizadas pelo teto que também continha pinturas religiosas e decorações douradas. Quando colocarmos as fotos online vocês poderão ter uma idéia da coisa.

Passamos também pela Capela Sistina, completamente tomada por pinturas famosas, com seu teto pintado por Michelangelo. A capela em si é bem simples, um salão tomado de turistas, em que todos ficam tentando tirar fotos escondidos dos guardas, pois lá dentro não pode.

Pra finalizar o passeio, gastamos um bom tempo na basílica de São Pedro. Ela é enorme, e possui estátuas de vários papas, entre vários detalhes que aqui não caberia contar. Lá dentro pedimos a bênção passando a mão nos pés da estátua de São Pedro, que já estão gastos pelos séculos de esfregação. Na parte de baixo da basílica, encontram-se as tumbas dos papas, inclusive a do apóstolo Pedro, considerado o primeiro Papa. No momento, a tumba que há mais pessoas visitando é a do João Paulo II, e que deu um frio na barriga passar na frente.

Após ver alguns souvenirs no Vaticano, fomos finalmente comer uma pasta. Como o metrô não ia até o famoso bairro Trastevere, acabamos num restaurantezinho perto da Fontana di Trevi. Jantamos pasta com o vinho da casa, e a Adri pediu um limoncello. Agora francamente, ou nosso azar está grande ou o orçamento não está ajudando, pois não tinha nada de mais na massa. Vô Sérgio, a tua é muito melhor, viu?

Roma!

14 Março 2007

Olá pessoal, apesar de alguns imprevistos conseguimos chegar a Roma. Pegamos outro vôo de tardezinha e chegamos bem, o ruim é que marchamos com numa graninha na passagem extra que não estava prevista no orçamento….mas tudo bem, essas coisas acontecem.

Apesar de termos perdido um dia em Roma, hoje conseguimos aproveitar bastante. Começamos o passeio com uma visita ao Coliseu, grandioso anfiteatro romano, construido em 72 d.C. Não pudemos deixar de pagar um mico e tiramos uma foto com uns romanos caracterizados como nos tempos dos imperadores, com aquelas roupas de soldados, ficou muito engraçado, esperem pra ver a foto! Tambem demos uma volta pelo Palatino e Forum Romano, seguindo para a Piazza Veneza e a Piazza do Capitolio.

Pra variar fomos almoçar tarde e como estamos na Italia, nao pude deixar de comer uma pizza, o Lucio preferiu algo com mais sustancia, uma paella apimentada que deixou-o cuspindo fogo ate agora… hehehe, que azar!

Mais tarde fomos passear pela Piazza Espanha e Fontana de Trevi. Fomos ver as lojinhas que tem ali em volta, bem, nada demais, coisa pouca, tipo: Gucci, Versace, Max Mara, Armani, Dior entre outras, uma do ladinho da outra. Me senti meio mal ali (hehehehe), tinham roupas que custavam o preço da minha viagem inteira. Ih, caro hein?

Amanhã vamos reservar o dia para ir ao Vaticano e dar mais algumas voltas. So espero que a gente nao depare com a mesma quantidade de turistas que vimos hoje em praticamente todos os lugares que fomos, principalmente os japas, que estao em todas! Um grande abraço!

Faustão nos apronta a primeira

13 Março 2007

Como tudo ia andando bem, hoje o Fausto Silva nos apronta a primeira pegadinha da viagem. Após pagarmos 23 euros de táxi até o aeroporto de Madrid, ao olharmos o painel dos vôos, descobrimos que o nosso tinha sido cancelado. Ao nos informarmos na companhia aérea, nos disseram que os controladores de vôo do aeroporto de Roma estavam em “huelga” (greve). Malditos operadores. A companhia só poderia nos remarcar pra daqui 2 dias, o que nos atrapalharia toda a continuidade da viagem. Ela também não pode nos reembolsar, nem hotel, nada, pois a culpa não é dela. Ou seja: perdemos essa grana. Após uns momentos de tensão, acabamos decidindo comprar outra passagem pela Alitalia, 5 vezes mais cara que a original, mas que nos levará ainda hoje pra Roma, às 6 da tarde daqui. Pelo menos é o que esperamos.

Trocamos então 1 dia de Roma por 1 manhã de Madrid. Voltamos ao centro, e fizemos aquela visita ao Museu do Prado, que achávamos que não veríamos mais. Agora já liguei pro hostel de Roma pedindo pra segurar nossa reserva lá, tudo certo. Vamos comer um bocadillo de almoço, e voltaremos ao aeroporto. Espero que sem surpresas dessa vez!!

Até Roma!