Após recarregarmos as baterias com muito sono em Florença, embarcamos novamente no trem rumo ao norte, tendo por destino a famosa Veneza. A expectativa por belas fotos e passeios era grande, principalmente a minha, por ser a primeira vez lá.
Chegamos por volta das 13:30h, e já na saída da estação de trem se dá de cara com o canal grande, o maior dos canais que corta a cidade toda, formando um S. Muitos turistas já subiam e desciam a escada para cruzar a primeira ponte, uns se despedindo da cidade, outros se adentrando em seus labirintos. Fomos para nosso hotel largar as mochilas, a uns 100 metros pro lado esquerdo de onde chegamos. Aliás, essa logística de hospedagem que escolhemos, ficando em hotéis perto das estações ferroviárias é muito boa. Economizamos com transporte, sem precisar carregar mochila pela cidade, e não corremos risco de atrasos ao deixar a mesma.
Em Veneza, por exemplo, se fôssemos ficar perto da Piazza San Marco (principal ponto turístico), além de pagar 5 euros por pessoa pelo vaporetto, paga-se mais 3 euros por bagagem.
Check- feito, saímos a pé para conhecer a cidade. Quanto a ela, não há muito o que acrescentar às diversas declarações de amor que Veneza vem recebendo ao longo dos séculos por poetas, escritores e anônimos. Sua beleza é singular, e imagino que minha mãe torceria o pescoço aqui de tanto olhar pra cima e pros lados. São estilos arquitetônicos diferentes, cortados por canais, pessoas e lojas. Lá apontando a máquina pra qualquer lado, fechando o olho e tirando uma foto se terá uma bela imagem. Ao se dar conta disso tudo, nos demos conta também que depois de 20 minutos tínhamos andado em círculos. Consultamos o mapa que pegamos no hotel, mas que pra Veneza, não serve pra muita coisa. Talvez aqui só as pombas enxergando do alto consigam se locomover sem se perder, ou alguma gôndola hi-tech com sistema GPS. É comum ver turistas com um mapinha em um beco com cara de perdido.
Descobrimos que a melhor maneira para chegar do outro lado da cidade onde estão os principais pontos é seguindo o fluxo, por um dos caminhos principais. Nele, encontram-se diversas lojinhas de máscaras, bijuterias e objetos feitos com o famoso vidro da ilha de Murano, entre outras lojas de grife. Não preciso dizer que era difícil andar com a Adriana parando a cada 3 passos. E também não preciso dizer que tudo em Veneza custa muito caro. A internet, por exemplo, era 8 euros a hora (tanto que só escrevo agora, de Nice). Lá também tomei a coca mais cara da minha vida (3,50). Preços à parte, o que não contávamos era com a chuva e o vento gelado que começou a soprar. Demos uma rápida passada na praça São Marco, e voltamos para o hotel, já no fim da tarde.
Ontem, no segundo e último dia, o tempo não melhorou. A chuva só deu algumas tréguas nas quais visitamos então o Palácio Ducale, onde moravam os Doges, que eram os representantes do estado de Veneza. Tem partes em que o teto é coberto de ouro, é fantástico. Passamos para a prisão pela ponte dos suspiros, onde os presos davam sua última olhadinha para a cidade antes de serem encarcerados. Ao final, passamos na basílica de São Marco, onde o corpo do mesmo foi levado pelos venezianos roubado de Alexandria.
A vinda de trem para Nice foi uma boa de uma indiada, em que deixarei pra Adriana contar amanhã, junto com nossas primeiras andanças pela Còte d’Azur. Bonne nuit!

Porto Alegre
