Sexo, drogas e bicicleta

31 Março 2007

Amsterdam

Nossa viagem a França terminou com um café da manhã rápido, comprado parte no mercadinho e parte na padaria da esquina da rua do hotel. Os pães com chocolate deixaram saudades, mas a viagem não poderia parar, e o trem pra Amsterdam já ia partir. As 4 horas e meia de viagem serviram para descansarmos um pouco mais, e colocar as contas em dia.

O sol de Paris continuava em Amsterdam, e no caminho para o hotel de tram (bonde), víamos os bares cheios com pessoas lagarteando e tomando suas Heinekens. Aproveitamos o já então fim de tarde para dar uma volta pela área central da cidade. Muitas lojas de souvenirs e restaurantes se alternam com bares nessa área. Nas lojinhas, alem dos tradicionais tamancos de madeira que as camponesas usam na Holanda, os artigos mais presentes são acessórios para o consumo de maconha, entre outros artigos eróticos que divulgam a libertinagem do distrito da luz vermelha. Na Holanda, o consumo próprio de drogas é permitido, assim como a prostituição. “A última fronteira da liberdade”, é o que diz um dos modelos de camisetas, sobre a cidade. Assim que escureceu, fomos para o Red Light District, que já é uma atração turística por aqui. Em vitrines identificadas com um neon vermelho na parte de cima, as prostitutas vão se oferecendo para os homens, que passam escolhendo. Tudo na maior normalidade - só nao ficam tirando fotos porque não pode, senão elas tocam um alarme e uns seguranças aparecem pra jogar os caras no canal gelado. Só pra deixar claro, fomos para lá com objetivos meramente turísticos, a Adriana que me levou, e nem quis ficar vendo as duas loiras esculturais que rebolavam para o público na calçada. Entre os vários sexshops e pubs que existem na área, tambem há restaurantes, e paramos em um desses para comer um kebab, sanduíche de carne que os turcos vendem muito por aqui.

No dia seguinte fomos em busca das cenas da Páginas da Vida - canais, paisagens e passeios de bicicleta. Depois de alugar 2 dos modelos velhos mais populares, fomos então descobrindo uma cidade com casinhas tortas, de tons escuros, cortada por canais e pontes. Os tradicionais moinhos e campos de tulipas são encontrados apenas no interior, então não esperem encontrá-los em Amsterdam. Várias fotos tiradas pela cidade, batemos nosso ponto em um dos museus da capital, o Rijksmuseum, com obras de Rembrant cujos 400 anos são celebrados agora. Van Gogh e Ane Frank são outros dos museus que seriam legais de ver, mas não nessa viagem de tempo curto. Amsterdam é uma cidade com muito mais coisas a se conhecer, e com mais calma daria pra se aprofundar em mais uma capital européia com séculos de história. Mas Londres é mais velha e maior, o que fez com que saíssemos antes pra terra da rainha.

Aguardem as notícias britânicas! E tia Mary, feliz aniversário! Parabéns e que a festa aí neste domingo seja bem comemorada!

Passeio e champanhe

29 Março 2007

Em nosso ultimo dia em Paris, aproveitamos o sol que brilhava na rua e corremos para percorrer os caminhos que o mal tempo nao havia deixado e aproveitar o que desse. Logo cedo, partimos para a torre Eiffel, a qual escalamos seus 704 degraus ate o segundo andar para apreciar a vista da capital francesa. E realmente muito bonita a cidade do alto, podendo ver todo o seu desenho, com os principais pontos turisticos marcando sua silhueta. Nao subimos ate o terceiro e ultimo andar pois o alcance da visao estava restrito pela nevoa, imagino que da poluicao presa pelo frio da inversao termica. Nao haveria muito ganho em subir mais 160 metros, pois nao veriamos mais longe. Apos varias fotos tiradas, descemos e fomos ao Arco do Triunfo, para mais um $algado almoco frances.

Percorremos a Champs Elysees em mais um passeio pelas lojas, cruzamos o Jardin des Tuileries, passamos pelo Louvre com direito a mais lojas de souvenirs na rua ao lado. Finalmente, tomamos o rumo da Ile de la Cité, para provar os sorvetes Berthillon, que tem como um de seus admiradores o Luis Fernando Verissimo. Eh realmente muito bom, mas o de Florenca a meu ver ainda eh melhor. Vale tomar uma casquinha por aqui, tendo o Sena em frente. Sorvete tomado, decidimos nos sentar em um cafe e cumprir a promessa que fizemos ao vo Sergio - tomar uma taca de champanhe e brindarmos ao por do sol. Tudo devidamente filmado (colocarei aqui assim que chegarmos a Londres), rumamos para o Jardim de Luxemburgo, para pegar os ultimos raios de sol. No caminho, conhecemos o Quartier Latin, bairro da Universidade Sorbonne, muito charmoso e repleto de restaurantes com precos bons, e que terao que ficar pra uma proxima viagem para provarmos suas comidas.

Para encerrar a jornada, rumamos para Pigalle, zona repleta de casas de shows eroticos, sex shops e claro, o Moulin Rouge. Este ultimo tem shows que estao na casa dos cento e tantos euros, o que soh serviu para tirarmos fotos. Zona conhecida, hotel e cama para no dia seguinte pegar o ultimo trem para a penultima cidade - Amsterdam.

De Londres atualizamos a nossa passagem por aqui, pois nosso onibus sai daqui a pouquinho e nao temos tempo! Beijos!

Comida boa é a do Brasil, o resto é McDonalds

28 Março 2007

Não é de hoje que os nutricionistas afirmam que a dieta do brasileiro é uma das mais balanceadas do mundo. Os carboidratos do arroz mais os nutrientes e o ferro do feijão, somados às proteínas das carnes e vitaminas das saladas, são tudo o que precisamos para ter uma vida saudável.

Para nossa sorte, nosso país é extenso e foi formado por diferentes culturas, o que contribuiu para que nossa culinária também refletisse esta diversidade através dos muitos pratos que consumimos diariamente. Temos o churrasco dos gaúchos, as carnes cozidas dos mineiros, os peixes de água doce da Amazônia e pantanal, a feijoada herdada dos escravos, e os frutos do mar de todo nosso enorme litoral. Temos também a contribuição dos imigrantes, que nos trouxeram suas macarronadas, cucas, sushis e yakissobas, entre tantos outros pratos.

Enfim, as escolhas são muitas e de custo acessível para a maioria dos alimentos. Nossos pobres conseguem com alguns trocados fazer uma boa sopa com feijão e alguns vegetais. Já na Europa, a situação é diferente. Não há variedade de alimentos locais, e os preços são relativamente caros. Saladas são pratos cobrados à parte, carnes vêm somente somente a porção do prato, e guarnições praticamente inexistem. Arroz só se encontra em risoto italiano ou restaurante chinês. Feijão, então, nem na tv. O que abunda por aqui são os sanduíches em pão de baguete. Com presunto, queijo e um monte de recheios, as pessoas fazem as suas refeições nas lanchonetes e praças, da criança ao idoso. Encaixam-se nesta modalidade os fast-foods americanos. A cada 5 quadras encontra-se um McDonalds, sempre cheio - até mesmo sobre os canais de Veneza.

Com todo o respeito à alta gastronomia não-acessível européia, comida boa mesmo é a do Brasil. E não me venham com sanduíches!

Paris dos turistas

27 Março 2007

25/03

Apos dois dias de chuva e muito frio, nosso terceiro dia em Paris foi um pouco melhor. Foi soh o chuvisco parar que fomos dar continuidade ao nosso turismo logo cedo.

Primeira atração do dia: Basilica de Sacre Coeur. Como ficava pertinho do hotel, fomos até la a pé. A Basilica fica numa colina onde pode-se ter uma vista 360° da cidade toda, muito bonito de se ver. Ao lado concentra-se uma praça onde artistas expõem suas pinturas e desenham os visitantes que se prestam a posar e pagar caro pelo serviço. Assim fica dificil levar uma lembrança dessas pro Brasil.

Continuando o passeio, rumamos para o Cemetière du Père Lachaise, que por incrivel que pareça também é um ponto turistico da cidade, onde podemos encontrar inquilinos famosos como o compositor Chopin, o escritor Oscar Wilde e nada mais nada menos que o lider da banda The Doors Jim Morrison, entre outras celebridades. O cemiterio também não deixa de ser uma obra de arte, cada tumulo tem a sua. Também tem gatos pretos e corvos gritando e voando de arvore em arvore que fazem parte daquele cenario sinistro. Não fiz muita questão de ficar por muito tempo la, tinha ‘gente’ demais em volta…

Ainda não tinhamos ido no mais importante ponto turistico de Paris: a Torre Eiffel. Passamos na frente e ficamos na duvida se subiamos ou não. Estava um frio de rachar e concluimos que, a 320 metros de altura estaria ainda mais frio. Ficamos admirando e tirando fotos la de baixo mesmo. Pra subir so quando abrir um solzinho ou quando estivermos melhor agasalhados.

De la seguimos a pé para a avenida mais famosa da cidade, a Champs Elysees e seu imponente Arco do Triunfo. Paisagem tipicamente européia, um grande Boulevard com suas luxuosas lojas e cafés constituindo a fachada e transbordando de turistas, incluindo nos la no meio.

Aquelas lojas ja estavam me chamando e eu não me atrevia a entrar em nenhuma delas de fato, no maximo olhar as vitrines. Pra não dizer que não fui em nenhuma delas, fomos nas Galerias Lafayette, a loja de departamentos mais turistica da França. Realmente estes artigos europeus não fazem muito meu estilo, acabei não levando nada.

Depois desse passeio todo os nossos pés sensiveis ja tinham começado a piscar novamente e o estomago ja estava reclamando também. Almoçamos/jatamos num restaurante chines com buffet a la volonté. De volta ao hotel, fomos recarregar as energias para o dia seguinte.

26/03 - Parque do ‘ Valdisney’

Até que enfim sol em Paris! Viva! Céu azul e sem nenhuma nuvem. Decidimos ir nos divertir na Eurodisney e tirar umas férias dos museus.

O parque é o resumo do original da Florida. Com menos atrações e bem menor no tamanho, mas não perde na quantidade de turistas e no encanto que proporciona aos seus visitantes.

Pareciamos duas crianças andando na montanha russa, em simuladores 3D e trenzinhos turisticos. Nos divertimos bastante, até tirei uma foto com o Pateta! Pena que o parque fecha cedo, às 6 horas da tarde, estes franceses são estranhos mesmo. Amanhã é o nosso ultmo dia em Paris, vai ser bem corrido!

Obs: novamente desculpem pela acentuação, estes teclados são complicados!

Paris, de mochila e chuva

24 Março 2007

Deixamos Nice pela manhã de quinta-feira, pegando o rápido TGV francês rumo a Paris. Desta vez fomos de segunda classe, que era o que tinha para o horário que desejávamos. As poltronas também são confortáveis, só o espaço é um pouco menor e não tem lanchinho. Era legal ver o trem ao lado da estrada, ultrapassando todos os carros - inevitável pensar em como seria ter esses trens no Brasil. Já pensou Porto Alegre - Floripa em 1 hora e meia, com preço acessível e sem pegar a 101 lotada? Quem sabe um dia…

Voltando à realidade, chegamos a Paris com muito frio e aquele chuvisco chato com vento, a última coisa que queríamos. Noventa por cento da nossa programação aqui é ao ar livre, o que fica complicado com esse tempo. Largamos nossas coisas no hotel e fomos dar apenas uma voltinha pra ver a cidade. Acabamos indo a Catedral de Notre Dame, muito bonita (embora não seja minha preferida), e de lá passamos em frente ao Louvre. Deu apenas pra ver o glamour dos prédios antigos, das praças com jardins impecáveis, e de dar uma mantida na gripe. Pra aquecer de noite, o jeito foi ver um vinho no mercadinho ao lado do hotel.

Hoje o dia continuou com o tempo péssimo, e só nos restou ir ao Louvre, que é fechado. Valeu pela Mona Lisa, a Vênus de Milo e os aposentos de Napoleão. É claro que todo o resto também é interessante, mas já estávamos saturados de arte antiga, vistas em Roma e Florença. Fomos à parte mais nova de Paris agora há pouco, com prédios modernos e tudo mais, atrás de casaco pra Adriana. Não se achou nada, então encerramos este dia por aqui. Espero que o tempo melhore amanhã, estou começando achar que a França está de sacanagem conosco.

Um beijo a todos, vou atrás de vitamina C e cama!

Nice e Monte Carlo

22 Março 2007

Apos ter feito o checkout do hotel em Veneza as 9:30 da manha, ficamos o dia inteiro perambulando pela cidade embaixo de chuva e vento, pois tinhamos virado uns sem-teto. Nossa proxima hospedagem seria no trem noturno, que nos levaria para Nice so as onze horas dada noite. O jeito foi ter que ficar esperando na estacao logo que anoiteceu, pois estava muito frio, acredito que menos de 6 graus.

Ate ai tudo bem, tomamos cha e vinho para esquentar. Entramos no trem e fomos direto pra nossa couchette (cabines onde tem camas tipo beliche para 4 pessoas dormirem, mas de tamanho bem reduzido) que mais pareciam puleiros. Como nao apareceu mais ninguem, imaginamos que so ficariamos os dois ali com aquela cabine so pra nos…doce ilusao. Na proxima estacao embarcou um casal de franceses que pareciam bem simpaticos, ja tinham la sua idade avancada, podiam ser nossos avos.

Tentamos uma comunicacao que resultou em apenas eu dizendo que eramos do Brasil e eles de Nice mesmo, mais do que isso nao tinha como, pois eles nao entendiam uma palavra em ingles ou portugues e muito menos nos entendiamos em frances. Otimo, o jeito foi dormir mesmo.

No meio da noite acordo com uma sinfonia tocando dentro do quarto, ops, da couchette. E nao era daquele senhor simpatico que estava vindo aquele barulho estrondoso? Meu Deus, o homem devia estar mal do aparelho respiratorio, pois o ronco dele era tao alto que nao teve jeito de voltar a dormir. E eu nao consigo de maneira alguma dormir com ronco. Foi praticamente 1 hora escutando aquele barulho, o Lucio chegou a acordar tambem. Eu olhava pra ele com uma cara de ” Faz alguma coisa pra ele parar de roncar!” Mas o que ele ia fazer? Cheguei a pensar em tirar a minha meia de 3 dias de caminhada e mirar no nariz do vovo pra ver se ele parava um pouco, mas eu nao seria capaz.  Resolvi agir de outra maneira entao…

Eu tinha uma garrafinha de agua que tinhamos ganho logo que entramos no trem, para passar a noite se sentissemos sede. Foi a minha salvacao. Peguei umas gotinhas  e comecei a jogar no vovo, ate ele parar de roncar. E nao eh que funcionou? Eu normalmente nao faria isso, mas eu ja estava no meu limite. O Lucio so me olhava com uma cara de que nao tava acreditando no que eu estava fazendo. Pelo menos conseguimos dormir o resto da noite! Mas uma coisa eh certa, nao durmo mais em trem noturno!

Acordamos com o trem quase chegando em Nice. Dava pra ver pela janela a vista que dava para o mar azul  que estava la fora nos esperando. Largamos as coisas no hotel e fomos dar o nosso passeio. Nice tem o seu charme, eh uma cidade muito agradavel. Apesar de estar com as ruas em reformas (que nem nos tempos da construcao da nossa terceira perimetral) deu pra desfrutar bastante de suas belas paisagens. Estava um dia lindo de sol e a temperatura estava bem suportavel, em torno dos 16 graus. Tiramos muitas fotos.

Hoje, tiramos o dia para visitar Monte Carlo, em Monaco. A cidade eh o paraiso fiscal dos milionarios, cheia de ferraris, iates, lojas carerrimas e tudo mais que o dinheiro pode comprar. Comecamos vendo a troca da guarda em frente ao castelo real, localizado numa colina com uma vista maravilhosa de toda a cidade. Passeamos tambem pelo Jardim Exotico, um lugar cheio de cactos e plantas de diferentes regioes do mundo. Ate tinha uma gruta la, mas infelizmente nao pudemos visitar, estavamos com o tempo apertado.

Tive que acompanhar o Lucio para fazer o trajeto do circuito de formula 1 a pe, que ele tanto insistiu. Como estavamos cansados desistimos na metade, mas deu pra ver as principais partes, como o tunel do cassino e a piscina. Depois de tanta luxuosidade voltamos para Nice para enfim relaxar e dar as ultimas voltas.

Vou ter que achar um casaco bem quentinho porque parece que em Paris esta em torno de zero grau! Que frio! Um beijo a todos e ate o proximo post!

Obs: A familia Lobato nao se manisfesta nao? So a familia do Lucio que faz comentarios! Assim nao levo presentes!