
Nossa viagem a França terminou com um café da manhã rápido, comprado parte no mercadinho e parte na padaria da esquina da rua do hotel. Os pães com chocolate deixaram saudades, mas a viagem não poderia parar, e o trem pra Amsterdam já ia partir. As 4 horas e meia de viagem serviram para descansarmos um pouco mais, e colocar as contas em dia.
O sol de Paris continuava em Amsterdam, e no caminho para o hotel de tram (bonde), víamos os bares cheios com pessoas lagarteando e tomando suas Heinekens. Aproveitamos o já então fim de tarde para dar uma volta pela área central da cidade. Muitas lojas de souvenirs e restaurantes se alternam com bares nessa área. Nas lojinhas, alem dos tradicionais tamancos de madeira que as camponesas usam na Holanda, os artigos mais presentes são acessórios para o consumo de maconha, entre outros artigos eróticos que divulgam a libertinagem do distrito da luz vermelha. Na Holanda, o consumo próprio de drogas é permitido, assim como a prostituição. “A última fronteira da liberdade”, é o que diz um dos modelos de camisetas, sobre a cidade. Assim que escureceu, fomos para o Red Light District, que já é uma atração turística por aqui. Em vitrines identificadas com um neon vermelho na parte de cima, as prostitutas vão se oferecendo para os homens, que passam escolhendo. Tudo na maior normalidade - só nao ficam tirando fotos porque não pode, senão elas tocam um alarme e uns seguranças aparecem pra jogar os caras no canal gelado. Só pra deixar claro, fomos para lá com objetivos meramente turísticos, a Adriana que me levou, e nem quis ficar vendo as duas loiras esculturais que rebolavam para o público na calçada. Entre os vários sexshops e pubs que existem na área, tambem há restaurantes, e paramos em um desses para comer um kebab, sanduíche de carne que os turcos vendem muito por aqui.
No dia seguinte fomos em busca das cenas da Páginas da Vida - canais, paisagens e passeios de bicicleta. Depois de alugar 2 dos modelos velhos mais populares, fomos então descobrindo uma cidade com casinhas tortas, de tons escuros, cortada por canais e pontes. Os tradicionais moinhos e campos de tulipas são encontrados apenas no interior, então não esperem encontrá-los em Amsterdam. Várias fotos tiradas pela cidade, batemos nosso ponto em um dos museus da capital, o Rijksmuseum, com obras de Rembrant cujos 400 anos são celebrados agora. Van Gogh e Ane Frank são outros dos museus que seriam legais de ver, mas não nessa viagem de tempo curto. Amsterdam é uma cidade com muito mais coisas a se conhecer, e com mais calma daria pra se aprofundar em mais uma capital européia com séculos de história. Mas Londres é mais velha e maior, o que fez com que saíssemos antes pra terra da rainha.
Aguardem as notícias britânicas! E tia Mary, feliz aniversário! Parabéns e que a festa aí neste domingo seja bem comemorada!

Porto Alegre
